COSMÉTICOS VENCIDOS EM DOMICÍLIOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS AMBIENTAIS
Resumo
Esse trabalho tem como objetivo descrever as reações alérgicas provocadas por componentes presentes em formulações cosméticas com validade expirado, além de demonstrar os tipos de cosméticos vencidos (CV), obtidos com o levantamento de campo e dados literários sobre os malefícios dos cosméticos no meio ambiente. As coletas de campo dos CV foram das residências de Goiânia e cidades vizinhas (Goiás). As amostras foram armazenadas em saco plástico, separadas e identificadas com CEP, por domicílio. As consultas foram no Google Acadêmico/Biblioteca digital-revistas científicas. As reações pelos cosméticos podem ser mínimas e severas, conforme o produto ou componentes. Irritações cutâneas são mais comuns, com eritema, prurido e inflamação. A irritação que acomete a pele e o Sistema Imunológico, desencadeia inflamação na área de contato com o produto. O batom, por exemplo, possui componentes metálicos (chumbo), normalmente adicionado no corante, que pode contaminar o feto se usado durante a gestação, tendo risco potencial. Foram coletados 213 produtos: 171 cosméticos, 29 dermocosméticos/cosmecêuticos e 13 cosméticos/dermocosméticos com validade defasada ou não visível. Sobre os 102 cosméticos alocados, percebe-se que o batom apresentou maior percentual (44,11%), salientando-se o TiO2/parabenos-metilparabeno/propilparabeno utilizado nas indústrias de cosméticos/farmacêutica/química/alimentícia. Sobre o resíduo sólido, destaca-se os CV, representando ameaça ambiental e também para a saúde humana. Seus constituintes apresentam características acumulativa na cadeia alimentar e persistência ambiental, sendo alguns desreguladores endócrinos. Não há normatização no descarte de CV. Buscar informação e conhecimento nos produtos dos cosméticos no cotidiano, observando seus potenciais riscos à saúde humana é importante. Entretanto, pela pesquisa, observou-se que houve crescimento significativo entre 2014-2018 com CV e que não há descarte correto, o que leva a adotar medidas alternativas que minimizem os prováveis danos ao meio ambiente e à saúde.